maio 01, 2008

Freud Museum

Freud e seus oculos



Entrada



Foto que tirei do museu



Nao se podia tirar fotos dentro mas essa eh a famosa cadeira de Freud



Bem, o museu de Freud nao se tinha muito o que ver mas pelo que andei vendo ele era bastante colecionador de vasos gregos e de objetos misticos, sei la, umas coisas egipcias... muito doido hehehe... mas eh o pai da nossa psicanalise! Vi tambem seus oculos redondos que me chamaram a atencao... bem legal, apesar de pequeno!



Um pouco da historia...


Foi nesta casa que Sigmund Freud passou o último ano da sua vida. Mudou-se para cá em 27 de setembro de 1938 e aqui permaneceu até a sua morte, aos 83 anos, em 23 de setembro de 1939. Sua esposa Martha, sua cunhada Minna, sua filha Anna e a empregada Paula Fichtl continuaram na casa, que permaneceu ocupada até a morte de Anna Freud em 1982. Em concordância com o seu testamento, a casa foi convertida em um museu e aberta ao público em 1986. Freud veio para Londres como um refugiado dos nazistas. Obras suas e de seus colegas psicanalistas foram publicamente queimadas em 1933 na Alemanha. Os anos que se seguiram presenciaram a emigração de membros da comunidade psicanalítica de Viena, que era, na sua grande maioria, judaica. Mas Freud se recusara a sair; depois que a Áustria fora anexada pela Alemanha em 1938 e a família Freud tinha sido objeto de perseguições nazistas, Freud partiu da Berggasse 19, em Viena, que fora o seu lar por 47 anos. Chegou em Londres no dia 6 de junho para uma casa alugada no número 39 da Elsworthy Road. Enquanto isto o seu ambiente de trabalho era recriado aqui, na casa 20 da Maresfield Gardens, por Ernst, seu filho arquiteto, e Paula Fichtl, exatamente como tinha sido em Viena. Nos últimos 16 anos da sua vida, Freud sofreu com um câncer no palato. Mesmo assim, continuou o seu trabalho: Moisés e o Monoteísmo foi concluído nesta casa e o seu trabalho final, O Esboço de Psicanálise, foi todo escrito aqui em Londres. Também continuou com a sua prática, recebendo pacientes que vinham a Maresfield Gardens para suas sessões.


O PRIMEIRO ANDAR

A Sala Anna Freud exibe aspectos do seu trabalho e da sua personalidade: mobílias do seu escritório (entre elas o divã analítico) e o tear que ficava no seu quarto de dormir. Anna gostava muito de tecer e de tricotar. Tricotava durante as sessões de análise de seus pacientes. Nasceu em 1895, a mais nova das seis crianças de Sigmund e Martha Freud. Em 1914 começou a sua formação para ser professora primária mas em 1918 começou também a sua formação como psicanalista leiga, analisando-se com seu pai. Embora curta, a sua carreira na área de ensino serviu de base para o seu trabalho pioneiro no campo da psicologia infantil. O seu trabalho Introdução à Técnica da Análise da Criança foi publicado em 1927 e o influente O Ego e os Mecanismos de Defesa, em 1936. A partir de 1923 passou a ser a secretária e a representante oficial de seu pai. Algumas fotos e objetos nesta sala ilustram o trabalho de Anna Freud em Viena e em Londres, onde tinha Dorothy Burlingham como assistente, uma psicanalista que morou aqui na casa 20 da Maresfield Gardens até a sua morte em 1979.
No patamar encontram-se dois retratos de Freud: uma gravura de Ferdinand Schmutzer, e um desenho de Salvador Dali. A gravura de Schmutzer foi feita em 1926. Freud elogiou-a, escrevendo, numa carta de agradecimento para o artista: “... ela me proporciona um grande prazer e, na verdade, eu deveria agradecer-lhe pelo trabalho que teve em reproduzir este meu rosto desagradável e repito a minha afirmação de que apenas agora me sinto preservado para a posteridade.”
FREUD POR SALVADOR DALI, 1938


O desenho de Salvador Dali foi feito em 1938. Stefan Zweig apresentou o artista surrealista a Freud no dia 19 de julho quando ainda estava morando na Elsworthy Road. Durante o encontro, Dali fez, às escondidas, um croqui e mais tarde um desenho a bico de pena. Freud não viu nenhum dos dois porque Zweig achava que ambos prenunciavam a sua morte iminente.

O TÉRREO

O jardim de inverno no fundo da casa originalmente era uma varanda aberta; as portas abrem para o jardim e foi desenhado pelo arquiteto Ernst, filho de Freud. O aposento contíguo é a sala de jantar que contém mobília campestre austríaca, pintada, proveniente da casa de campo de Anna Freud e Dorothy Burlingham em Hochrotherd na Áustria. Também nesta sala encontra-se um conjunto de pequenos retratos de diferentes pontos nos Alpes, onde Freud passou algumas de suas férias, andando no campo que tanto amava.


O quarto que era seu gabinete, com a sua biblioteca, foi conservado por Anna Freud depois da sua morte. Lá está o divã analítico original, trazido da Bergasse 19 onde os pacientes se deitavam confortavelmente enquanto Freud, fora do alcance deles na sua poltrona verde, escutava suas “livres associações”. Eles deveriam falar tudo que lhes viesse à mente, sem peneirar ou selecionar, conscientemente, as informações. Este método tornou-se o alicerce sobre o qual a psicanálise foi construída. O gabinete é repleto de peças antigas gregas, romanas, egípcias e do Oriente. Freud visitou alguns sítios arqueológicos (embora não no Egito) mas a maioria das peças foram adquiridas na mão de comerciantes de antiguidades em Viena. Dizia que a paixão por colecionar antiguidades só era superada em intensidade pelo seu vício de fumar charutos. A importância da coleção é também evidente no uso que Freud fez da arqueologia como uma metáfora para a psicanálise. Um exemplo disto é a explicação de Freud para uma paciente que o material consciente “se desgasta” enquanto que o que é inconsciente é relativamente imutável: “Ilustrei minhas observações apontando para os objetos antigos da minha sala. De fato, eles eram, eu disse, apenas objetos encontrados numa tumba e o sepultamento havia sido a preservação deles.”


As circunstâncias impediram Freud de trazer todos os seus livros de Viena mas a biblioteca de Maresfield Gardens contém aqueles escolhidos por ele. Abrangem uma vasta gama de assuntos: arte, literatura, arqueologia, filosofia e história, assim como psicologia, medicina e psicanálise. Na prateleira atrás da escrivaninha de Freud estão alguns dos seus autores prediletos: não apenas Goethe e Shakespeare mas também Flaubert, Heine e Anatole France. Freud reconhecia que poetas e filósofos tinham alcançado perspectivas do inconsciente que a psicanálise procurava explicar sistematicamente. Na parede do gabinete estão os quadros e as gravuras de Freud, nos mesmos lugares onde ele os dispusera: entre eles “Édipo e o Enigma da Esfinge” e “A aula de Dr. Charcot” além de fotos de Martha Freud, Lou Andreas-Salomé, Yvette Guilbert, Marie Bonaparte e Ernst von Fleischl.

Esta casa, onde Freud concluiu a sua obra e a sua vida, oferece agora uma perspectiva ímpar do alicerce da psicanálise.

5 comentários:

Mari disse...

Hugo, quando estive no Madame Tussaud eu tinha planejado ir para o museu de Freud também, mas nem deu tempo! Me deixou babando de curiosidade para ver lá dentro já que não podia se tirar fotos... Uma homenagem à sua namorada e a sua tia. Beijão,
Maricélia

Allyne Evellyn disse...

Ah,....Esse eu queria ter visto....
É realmente uma pena que vc n tenha podido tirar fotos...
Acho que vou decorar meu divã aki de casa feito o do Freud
kkkkk
Amei esse post
kkk
valeu mesmo

clayton disse...

nao pode deixar minha mãe saber q vc foi nesse museu não... senão da proxima vez q vc aparecer aki ela vai ficar te enchendo de perguntas sobre o divã de freud... rsrsrsrs

ps: vc tava se achando o propio sherlock, né? com chapeu e cachimbo uahauhuahuahaua

abraços

Mente Hiperativa disse...

Imagino vc doente por nao poder tirar fotos lah... KKKK

Bruniele disse...

Nossa!!!
ehehhe...
Sou admiradora de Freud..Acho ele um homem inteligente!E por incrível q possa parecer, ele é Judeu!
Mto legal!!!
adoreiiiiiii...