janeiro 17, 2010

Irmãos de uma mesma nação


Parei para observar o crescimento desordenado das favelas do Rio de Janeiro. Na foto ao lado encontra-se a "Favela Dona Marta". Fiquei refletindo o alastramento das diferenças sociais... É como se fossem um amontoado de habitações "grudadas" umas sobre as outras ao redor de altos edifícios, refletindo certo descaso, mas também certa autonomia. Como as pessoas olham com desdém para os moradores de lá... Esquecem que aqueles não escolheram viver daquela forma, inseridos naquele contexto. Questiono-me sobre uma frase conhecida por muitos de nós: "Temos aquilo que merecemos...". Será que é realmente um fato essa afirmativa? Será que aqueles nossos irmãos que vivem naquelas habitações, enfrentando as fortes e destruidoras chuvas, muitas vezes passando fome, possuem o que merecem? Acredito que não...
Não estou aqui tomando partido, apenas refletindo que diferenças existirão sempre, porém, o alastramento delas poderá ser reduzido se começarmos a encarar essa realidade de uma outra forma, a começar por esse preconceito entre as classes. É preciso enxergarmos esse fato que a cada dia toma conta de nós, do nosso dia-a-dia, crescendo como um conjunto vivo de casas sobre os montes, delineando o contorno carioca. É amigo(a) leitor(a)... Acredite nisso: somos todos irmãos de uma mesma nação!

Hugo Otávio
Data: 17-01-2010

4 comentários:

Bruniele disse...

É verdade!Tbm n concordo com a afirmação de que eles tem o que merecem!Essas pessoas são vítimas do descaso e marginalização sociais...A sociedad simplesmente os "varreu" para estar ali!Lá as crianças crescem em meio ao caos os jovens discriminados só encontram oportunidade no crime e os adultos vêem a cada dia o fruto deste descaso gerar cada vez mais descaso!!!ATÉ QUANDO?

Psy disse...

1- me espantou ver no seu blog uma foto ua sem camisa, no geral vc costumava ser mais discreto. rsrsrsr (brincadeirinha, tá ótimo)

2- quanto ao texto acho pertinente sua reflexão, e gostaria de acrescentar que toda essa desigualddae sendo produto de um processo histórico não pode acabar doi dia para noite, no entanto precisamos nos perceber como responsáveis por ela , e não apenas culpar o governo.
Dentro de nossos lares "burgueses" o que estamos fazendo pela melhora da sociedade?
Como escolhemos nossos governantes? o que fazemos pelos pobres? participamos de projetos sociais? Visitamos o aflito? Oramos pelos pobre?

Vivemos apenas de dicuros? E a ação, onde fica?

Vale a pena refletir nosso papel em tudo isso!

Khalil N. disse...

O problema deles é muito menor do que o da classe média, pois esta que se considera superior e incapaz de ajudar os coitadinhos, na verdade possui visceralmente a maior das ignorâncias: ignoram a própria estupidez, permitindo ao presente premeditar e ao futuro confirmar aos néscios o lugar da próxima vítima. "Morreu na contramão atrapalhando o sábado." e aí Chico até quando umbigo?

Mente Hiperativa disse...

e aí Chico até quando umbigo? [2]

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK